19 de abril de 2012

Game of Thrones - Season 2 - Episódio 3 - Review

E ao terceiro episódio posso dizer que gostei dum episódio! Embora haja mais um par de personagens, as tramas de cada personagem já estão mais consistentes e as personagens começam a fazer mais sentido. Já assistimos a bons diálogos, a mortes (não pode ser só sexo) e a aventura! O que me tenho queixado mais é o facto de não estarem a conseguir fazer bem a transição livro-tv, ou seja, quando alteram algo, não alteram bem ou quando querem dar pormenores do livro, não dão bem. Neste episódio isso não acontece e foi o episódio onde alteraram mais coisas! Sempre disse que é preciso alterar senão eram 50 episódios em vez de 10, mas neste episódio conseguiram.

King's Landing
Tyrion tem uma discussão com Shae, pois esta está farta de estar trancada e quer mais, quer estar no castelo. Ora isto é um problema para Tyrion, pois se Cersei descobre acerca de Shae...Tyrion e Shae têm uma típica discussão de namorados em que Tyrion desiste de a convencer. Mais tarde Sansa recebe uma nova criada que é...Shae. Shae, obviamente, não sabe fazer nada e Sansa dá-lhe uma reprimenda. Cada vez gosto mais da Sophie Turner, está a mostrar-se cada vez mais madura no seu papel.

Entretanto Tyrion tem um novo plano. Conta uma história diferente ao Grand Maester Pycelle, Varys e Littlefinger acerca de com quem a Princesa Myrcella deve casar, sempre pedindo segredo de Cersei. Quando Cersei descobre que Tyrion queria enviar Myrcella para Dorne, Tyrion sabe que foi Pycelle que deu com a língua nos dentes, mandando-o prender imediatamente. Pycelle confessa que o que, fez sempre em nome da familia Lannister, incluindo que sabia que John Arrryn descobriu que Cersei e Jamie são amantes e que os filhos não são de Robert mas que não foi ele que o envenenou. Littlefinger fica furioso por descobrir que Tyrion o enganou e vai pedir explicações, ao que Tyrion diz que tem um novo plano para Littlefinger, ir ter com Cat Stark.

Beyond the Wall
Craster ordena que os homem da Night's Watch saiam no dia seguinte após a "aventura" de John. John diz ao comandante Mormont que descobriu o que Craster faz com os filhos apercebendo-se então que Mormont estava bem ciente da situação e a Night's Watch precisa de pessoas como Craster portanto tem de fechar os olhos a essa situação. John aprende mais uma lição do que é ser lider.

Winterfell
Bran continua a ter sonhos acerca do seu direwolf mas não é só sonhar sobre o lobo, Bran sonha que é o lobo. Bran pergunta ao maester Luwin se isso é possivel mas ele diz que é apenas magia. Bran não fica muito convencido, sabe que os seus sonhos são diferentes.

Stormlands
Finalmente vemos o Rei Renly. Renly acabou de casar com Margaery Tyrell (mais uma família) e estão a observar um torneio quando Cat Stark chega. Nesse torneio o vencedor acaba por se revelar ser uma mulher, Brienne the Tarth. Brienne pede para ser da Kingsguard como prémio por ter vencido e Renly aceita. Mais tarde, Renly anda enrolado com Loras (desta vez sexo gay) mas Loras está irritado que Renly tenha dado um lugar na sua guarda pessoal a Brienne, e também está irritado que ainda não tenha consumado o seu casamento. Margaery tenta seduzir Renly mas nada feito, não é fácil ser um rei gay em Westeroos, e confessa que sabe da relação de Renly com Loras mas a ela só lhe interessa ficar grávida para consumar o casamento e a aliança entre Renly Baratheon e a família Tyrell.

Esta foi a primeira situação alterada. Margaery Tyrell no livro, se não me engano, não tem grande papel agora mas é importante começar a construir a sua personagem para o que vem a seguir. A relação Loras-Renly nunca é explicita no livro, mas bem conseguida na série (já tinha sido começada na primeira season). O único problema é que não se sabe onde fica a familia Tyrell (e já agora, Dorne), algo que poderia ser incluído no genérico, por ex.

Uma das personagens que tinha a ideia que me ia desiludir seria Brienne. Brienne é feia mas penso que deveria ser mais feia ainda. Mas...Brienne é grande! Não é só alta, é grande! Aquilo é uma mulher gigante! E é assim mesmo que ela tem de ser. Bem conseguido, não me senti afinal desiludido.

Iron Islands
Balon Greyjoy já tem um plano para atacar o norte aos Stark. Theon ainda tenta convencer o pai a tornar-se aliado dos Stark mas nada feito, Theon tem de escolher, ou está com a sua família ou está contra. Theon ainda escreve uma carta a Robb a avisa-lo do perigo mas decide queima-la. De seguida assistimos à cerimónia de baptizado ao Drowned God (o deus de Iron Islands).

A personagem de Theon Greyjoy tem sido uma personagem que me tem irritado...até agora. Neste episódio vemos um Theon Greyjoy completo, Alfie Allen a ter um grande papel. Consegui sentir o dilema que Theon passou e a sua decisão, a cara de Theon quando é baptizada demonstra que agora Theon é totalmente fiel à sua família.

Arya
A caravana continua e Arya partilha com Yoren que lhe custa dormir de noite. Yoren conta a história de como vingou a morte de seu irmão e, nesse momento, tropas inimigas chegam. Yoren recusa entregar Gendry e uma luta inicia-se e Yoren é morto. Entretanto, Arya liberta Jaquen (os gajos na caravana) que estava a pegar fogo. Um dos muidos, Lommy, é ferido e pede para o ajudarem sendo morto nesse instante. As tropas exigem que digam onde está Gendry e Arya diz que Lommy era Gendry pois o capacete de Gendry tinha sido levado por Lommy. No fim sabemos o próximo destino de Arya: Harrenhal

Aqui reside o maior atalho feito no livro. No livro Arya foge, anda a monte com os amigos durante uns tempos e é recapturada. No entanto, neste episódio esta trama foi muito bem conseguida, saltando vários capitulos, mas, de uma assentada, Arya liberta Jaquen, é capturada, Yoren e Lommy são mortos e vão para Harrenhal.

Mas...espera aí...e onde está a trama de Daenerys? Dragões? Nada? Ah pois é, se no episódio anterior só tivemos direito a 30 segundos de Daenerys, este episódio não temos direito a nada! Há que esperar.

Pontos altos: As manobras de Tyrion. Theon Greyjoy a tornar-se numa personagem. A luta de Yoren. Brienne é grande!
Pontos baixos: Alguma confusão quando Tyrion conta as 3 histórias diferentes, é mencionado muito local desconhecido.

10 de abril de 2012

Game of Thrones - Season 2 - Episódio 2 - Review

E continuamos nós com está season, continuamos a descobrir novas tramas, novos locais e novas personagens. Este episódio abriu a trama da Arya e abriu a trama do Theon Greyjoy e, com ele, mais um local: Iron Islands e Pyke. Começa a ser difícil ter tanta trama e tanta personagem ao mesmo tempo, é um trabalho muito dificil para os argumentistas em que cada episódio só tem uma hora e há que dividir essa hora da melhor forma possível. O que quer isto dizer?
Quer dizer que não há tempo para pormenores, só para o mais importante. E é com essa sensação que fico, que só recebo o mais importante, o fundamental para perceber a história e pouco mais. Sinto que, comparando com os livros, estou a voar pela história (o que seria de esperar) mas começo a reparar e a sentir falta de determinados pormenores que tornavam os livros tão ricos. Atenção, eu percebo que muitos desses pormenores pura e simplesmente não têm espaço mas...

King's Landing
Este episódio começa com, finalmente, Varys e Tyrion! E Varys e Tyrion têm a primeira troca de palavras, a primeira troca de ameaças. Nenhum confia no outro mas ambos sabem que precisam um do outro. Tyrion não gosta que Varys tenha descoberto que Shae está em King's Landing e que possa usar isso contra si, avisando-o que não tem medo dele. Varys responde que não é o primeiro Hand of the King que serve e que eles vão e vêm mas Varys continua.

Por outro lado Tyrion começa o seu trabalho como Hand of the King e isso significa remover o pessoal de Cersei e colocar pessoas de confiança. O primeiro a sofrer foi Lord Slynt, o capitão da guarda, que na sua procura pelos bastardos do Robert até um bebé matou. Usando esse argumento, Tyrion envia Slynt para o Night's Watch e nomeia Bronn como capitão da guarda. Aqui assistimos a um engraçado dialogo quando Tyrion lhe pergunta se mataria um bebé sem questão, ao que Bronn diz "Without question? No. I would ask how much". Um sellsword é um sellsword.

Arya
Arya continua na caravana para a Wall. Entretanto, alguns guardas do rei chegam e Arya esconde-se, mas afinal, os guardas estavam era à procura de Gendry. Gendry revela à Arya que sabe que é uma rapariga e ela revela que é Arya of House Stark, iniciando uma cena engraçada.

Com algumas diferenças do livro, esta parte foi bem conseguida, esclarecendo bem que Gendry é bastardo de Robert e procurado e, rapidamente, Arya revela quem é a Gendry criando imediatamente a sua cumplicidade.

Daenerys
Ah, aposto que toda a gente quer ver o que acontece a Daenerys e aos seus dragões, não é? Azar, não vêm nada! 1 minuto de Daenerys, onde vemos que um dos seus cavaleiros volta...só com a cabeça. Faltam 2 cavaleiros, vamos esperar para ver o que acontece.

Iron Islands - Pyke
E chegamos à nova trama. Theon Greyjoy chega rapidamente à sua terra natal, com um pequeno interregno sexual no barco. Esta cena ajudou em que? Para quem não leu os livros, só ajudou para não gostar de Theon. E se não gostam dele agora...bom, adiante, Theon chega, de peito inchado, a pensar que vai ser recebido com pompa e circunstancia pois é o único herdeiro do seu pai e...nada...ninguém sabe quem é. Encontra uma rapariga que lhe oferece boleia e ele imediatamente passa ao ataque.
Chegando ao castelo de Pyke, o seu pai (Balon Greyjoy) tira-lhe logo o cavalinho da chuva pois, segundo Balon, Theon é mais Stark que Greyjoy e não é nenhum herdeiro. O herdeiro afinal é a sua irmã que é...a rapariga que ele acabou de tentar comer! Theon tenta explicar-lhe que vem com uma proposta para aliar a Robb Stark o que faria de Balon rei das Iron Islands mas Balon não está para aí virado, o seu alvo é outro.

Gostei e não gostei de Pyke. A imagem do castelo é espetacular mas a chegada de Theon é muito rápida, num momento está em cima duma gaja no barco, no outro momento está a chegar ao porto num barquinho a remos. Balon Greyjoy é bem conseguido e a cara de arrogante de Theon a desaparecer e a sua surpresa ao ver a irmã também. Mas...para quem vai ter um papel tão importante nesta série acho que Theon poderia ter um bocadinho mais de protagonismo de forma a explicar o seu passado e as suas intenções.

Beyond the Wall
E chegamos ao outro lado da Wall. Uma das filhas/mulheres de Craster está grávida e pede ajuda a Samwell para a levarem com eles, pois se ela tiver um rapaz... Jon, obviamente, não acha boa ideia e a história fica por aí. Mas, durante a noite, Jon ouve Craster a escapulir-se e segue-o, descobrindo um bebé a chorar a ser pegado por "alguém". Quando está a pensar sair dali, Craster aparece e dá-lhe uma paulada na cabeça.

Sinceramente, esta parte não me recordo do livro. Claro que a criatura que apanhou o bebé é um whitewalker, as criaturas que renascem dos mortos e que atacaram o comandante Mormont na primeira season.

Dragonstone

E acabamos em Dragonstone. Vemos Davos a falar com um pirata, Salladhor Saan, a tentar convencer-lhe a ir para a guerra, afinal 30 barcos dão muito jeito. Salladhor por fim aceita mas com uma condição, criando o dialogo mais cómico deste episódio. Após isso, no castelo de DragonStone, Stannis diz que sem a ajuda do seu irmão, Renly Baratheon, e os seu 100mil homens, não consegue recuperar o trono. Melisandre diz que pode ajudar mas que se tem de converter verdadeiramente, seduzindo-o.

O dialogo entre Davos e Salladhor Saan desiludiu-me num pormenor: há uma altura que Salladhor refere que Stannis lhe cortou os dedos. Ora este pormenor nunca foi explicado convenientemente e é um pormenor central à personagem de Davos. Portanto, os argumentadores escolhiam em omitir este pormenor da personagem de Davos ou então gastavam 2 minutos de dialogo a explicar o que aconteceu. Assim, nem uma coisa nem outra. E aborrece-me este despejar de pormenores que passam ao lado do espetador que não leu os livros e, aquilo que parece um dialogo sem grande interesse, é afinal a tentativa dos argumentadores de enfiarem detalhes do livro na série. Há que fazer escolhas.

 

Pontos Altos: Troca de palavras entre Tyrion e Varys. Dialogo entre Davos e Salladhor.

Pontos Baixos: Rapidez com que mudamos de trama para trama. Alguns pormenores mencionados mas não explicados.

6 de abril de 2012

Game of Thrones - Season 2 - Episódio 1 - Review

O primeiro episódio da segunda season do Game of Thrones finalmente chegou. Antes de tudo, é preciso dizer que eu li os livros, comecei a ler antes de começar a ver a primeira season, e ler os livros altera totalmente a forma como se experiência a série. O próprio R.R. Martin admite que é muito dificil condensar toda a imensidade da história em 10 episódios de 1 hora.

Posto isto, já que é a minha primeira review, vou falar um bocado da primeira season.
Eu gostei bastante da primeira season, GoT caracteriza-se por ter excelente casting (não tivesse a mão do R.R. Martin), um espetador que não tivesse lido os livros consegue seguir e perceber, os diálogos são muito fieis ao livro, sendo várias vezes repetidos palavra a palavra) e a divisão das personagens foi bem conseguida. Por outro lado, após ter lido os livros, tenho receio que as pessoas não estejam preparadas para o que ai vem. R.R. Martin é conhecido por matar metade das suas personagens e não, a morte de Ned Stark não é nada comparado com o que vem a seguir. R. R. Martin também é conhecido por aumentar a escala da história (a nível de personagens e geográfica) a cada livro, o que me faz perguntar como é que isto vai ser manejado em futuras seasons.

Vamos lá então à segunda season.
Esta segunda season começa com a introdução de um novo grupo de personagens: o grupo de Stannis Baratheon. Este grupo é constituido pelo próprio Stannis, a "feiticeira" Melisandre e Davos Seaworth, the onion knight.

As outras tramas da season são:
- Kings Landing (filmada na belissima cidade croata de Dubrovnik, local a que tenho de ir) onde estão os Lannisters: Tyrion (e é tão bom ver Peter Dinklage de armadura, esta que vai ser a season de Tyrion), Cersei, Joffrey, Sansa, Varys e Littlefinger. Esta trama será das principais tramas da season, onde a interação entre Tyrion-Cersei-Varys-Littlefinger dará os melhores diálogos desta season.

- Beyond the Wall: Jon snow está com o Night's Watch para além da Wall (filmado na Islândia) à procura do que aconteceu aos wildlings e ao seu rei, Mance Rayder.

- Winterfell: Bran está sozinho em Winterfell onde é, de momento, o Lorf of Winterfell. Nesta trama vamos ter Bran, Hodor e Osha

- Daenerys: Eu não coloquei Daenerys geográficamente porque ela própria é uma trama isolada. De momento Daenerys está à deriva com o que resta do seu Khal, Jorah Mormont e os seus (pequenos) dragões.

- Robb Stark: Aqui não coloquei geograficamente por duas razões: uma, Robb está em guerra e vai estar em movimento, segunda porque Robb nunca é uma personagem narrada no livro! Sabemos sempre o que se passa com Robb através de terceiras personagens, sabendo o resultado dos seus embates contra os Lannisters. Estou curioso para ver o que vão fazer assim que Cat Stark sair para ir encontrar-se com Renly Baratheon. Esta trama teremos Robb Stark, Cat Stark e Theon Greyjoy. Eu penso que estra trama será brevemente dividida em Cat Stark e Theon Greyjoy.

- Arya Stark: Só tivemos um cheirinho de Arya Stark no inicio do caminho para a Wall. Arya é uma personagem que começa devagarinho e no fim da season terá grande protagonismo, sendo mais tarde das personagens mais excitantes de ver.

Episódio 1:

Neste episódio temos uma breve introdução do que veremos ver. Fomos apresentados a Stannis Baratheon e à sua feiticeira Melisandre que prega ao Lord of Light (um pouco como o nosso Deus cristão) e vemos isso enquanto queima os deuses antigos. Vemos também que Stannis declara-se Rei e não pretende procurar ajuda em ninguém, o trono é dele ou não é de ninguém. Enquanto discutem vemos que o maester de Stannis tenta evenenar Melisandre, falhando. Vemos mesmo? Esta é para mim a maior falha do episódio, pura e simplesmente não se percebe, é muito rápido. Vemos uma série de curtas imagens e, de repente o Maester está morto. No livro ele dá o copo de beber primeiro à Melisandre mas na série ele bebe primeiro! Que raio de tentativa de envenenamento é essa? E porque não uma troca de palavras entre o maester e Davos para os espetadores perceberem que ele a iria envenenar? A própria personagens da Melisandre me levanta muitas dúvidas. No livro era é caracterizada como uma pura feiticeira, como alguém com poderes, alguém de outro mundo. R.R.Martin decidiu tornar Melisandre mais humana nesta série, mais uma espécie de pregadora e conselheira. Penso que isto é um erro pois Melisandre vai estar presente até ao fim do Game of Thrones.

Em King's Landing Tyrion volta como representante do seu pai para ser Hand of the King. Esta apresentação foi rápida mas percetível. Joffrey continua irritante como sempre (muito bem Jack Gleeson) e demonstra a sua sede de poder, ele é o Rei e ele é que decide. Começamos a perceber que Cersei está a perder a mão nele. Gostei muito da interação entre Littlefinger e Cersei, da troca de palavras e Cersei a demonstrar que ela é que tem o poder...ou será que tem? Espero para ver Varys.

Vemos, rapidamente, que Bran é agora o Lord de Winterfell e vemos também que  Daenerys anda à deriva no Dohtraki sea com o que resta do seu Khal. Esfomeados, Daenerys envia 3 dos seus cavaleiros que confia mais à procura de algo que a possa ajudar.

Passamos então para além da Wall onde vemos Jon Snow com os Night's Watch à procura do que Mance Rayder anda a tramar, estando parados em Craster's Keep.

Por fim, Robb Stark tem um pequeno dialogo com Jamie Lannister, mostrando no fim quão grande está o seu direwolf! Robb pede à mãe para ir ter com Renly Baratheon para negociar com ele e vemos também que Theon Greyjoy pede a Robb para ir negociar com o seu pai, algo que Cat não aprova.

No fim, vemos que o King's Guards, a mando de Cersei provavelmente, estão à procura e a matar todos os filhos bastardos de Robert Baratheon, não encontrando um jovem chamado Gendry, mostrando que Gendry está com Arya na caravana que os vai levar à Wall.

Como podemos ver, este primeiro episódio serviu de apresentação e as tramas ainda não se iniciaram. Dum modo geral, a apresentação foi bem feita excepto para a trama que precisava de mais detalhe, por ser a nova, a trama de Stannis Baratheon. Gostei também bastante de Sansa Stark. Penso que Sophie Turner tem um papel muito ingrato, muitos espetadores não gostam dela e pensam que ela é uma sonsa (que o é). Mas esperem para ver e perceberão a dificuldade do papel que Sophie Turner tem de fazer de momento.

Pontos altos:
- Dialogo entre Cersei e Littlefinger
- Direwolf de Robb
- A forma como Sansa Stark se comportou no aniversário de Joffrey

Pontos baixos:
- A apresentação de Stannis Baratheon e Melisandre
- A tentativa de envenenamento de Melisandre

22 de março de 2012

1984 - George Orwell

Visto que tinha acabado de ler todos os livros, existentes, da série Ice and Fire do George R.R. Martin, ou mais conhecido por, Game of Thrones, embora Game of Thrones é só o nome do primeiro livro, bom, isso agora não interessa para nada.

O importante é que os li todos e depois...ficou ali um vazio que costuma ficar quando se acabar de ler um livro e não sabia o que ler a seguir. Foi-me recomendado para ler o 1984 do George Orwell (Obrigado Racha!) e assim foi.

Bom, rapidamente se percebe porque é que o 1984 é um clássico, com C maiúsculo, e porque é que aquele livro definiu tanto termo, incluindo o termo Orwelliano.

O livro é fácil de se ler e não é muito grande mas é de uma imensidade fabulosa. A história (não querendo aqui dar grandes detalhes sobre a mesma) é de uma sociedade, por volta de 1984, que é completamente autoritária (aparentemente a palavra é distopiana) em que uma entidade 'O Partido' controla tudo e o mundo está dividido em três super-potencias que estão numa guerra continua. A personagem principal, membro desse partido (a sociedade está dividida em 3 castas) começa a interrogar-se acerca dos motivos e razões desta sociedade.

Tendo em conta que este livro foi escrito em 1949, logo após a segunda guerra mundial, e consegue falar de situações que aconteceram mais tarde (Guerra Fria) e, ainda, tão atuais hoje em dia, facilmente o leitor se sente imerso na história.

Não é um livro que fala da situação comum de um ditador tirano e assassino em que a personagem se rebela e manda o sistema abaixo. Fala de uma entidade sem cara, da divisão social e luta de poder, indo ao ponto de criar uma linguagem própria (A Newspeak) usada para controlar os indivíduos, a censura e o controlo do passado histórico (a eliminação de fontes), o redirecionamento de emoções em relação a um inimigo invisível, a contra-informação, todos estes elementos estão presentes no livro.

Assim que se começa a ler 1984 rapidamente se percebe porque é que é um clássico da literatura

13 de março de 2012

Centro de Emprego

Hoje em dia, devido à subida da taxa de desemprego, ouve-se falar muito do Centro de Emprego e a sua, ou não, eficácia.
A meu ver, as pessoas têm expectativas erradas do Centro de Emprego (CE). Geralmente, do CE espera-se duas coisas
1- Ajudar a encontrar emprego (ou deveria dizer esperar que o CE encontre emprego?)
2- Tratar do subsidio de desemprego

Ou seja, quando um desempregado vai ao CE é por uma destas duas razões, ou ambas. Estou desempregado, tenho de me inscrever para poder obter o subsidio de desemprego e encontrar um novo emprego.

Na minha opinião existem 2 tipos de desempregados hoje em dia (e agora nem vou dizer nada de novo):
1- Desempregados mais velhos (diria acima dos 35 anos) e sem qualificações, o trabalhador não-qualificado
2- O recém-licenciado que não consegue encontrar o primeiro emprego ou encontrar emprego estável, pessoas jovens na casa dos 20 e tal anos e com uma licenciatura, trabalhador jovem qualificado.

Estes dois grupos são completamente diferentes um do outro em termos de tratamento por parte do CE.

O grupo do trabalhador não-qualificado precisa realmente do CE. São pessoas com agregado familiar, contas para pagar e com empregos com baixo salário, por volta do salário mínimo. Estas pessoas precisam realmente do subsidio de desemprego senão entram em enormes dificuldades, dividias e pobreza. Por outro lado, o problema destas pessoas em encontrar emprego é a sua baixa qualificação e idade, contentando-se com "qualquer" emprego. Por exemplo, o casal que trabalhava na fábrica têxtil no norte, ambos foram para o desemprego porque a fábrica fechou e agora uma família não tem rendimento! Precisam do subsidio de desemprego ASAP para sobreviver e, digamos, o homem no fim arranja emprego na câmara municipal e a mulher num restaurante.

O grupo do trabalhador qualificado não precisa do CE. E porque? (consigo ouvir o choque após esta afirmação). Não precisa porque o CE não o consegue ajudar! O CE não consegue ajudar a encontrar emprego a um recém licenciado qualificado porque não sabe o que procurar melhor para ele, isto é, o próprio jovem sabe o que procurar e onde procurar. Não acredito que, por ex, uma empresa farmacêutica não coloque um anuncio de emprego nos locais habituais (internet, jornais, linkedin, a sua própria página) e coloque no CE! Isso não acontece. Para estas empresas o jovem tem de ser pro-activo e ir ao website da empresa e candidatar-se. Se espera que o CE lhe diga "olhe, está aqui esta empresa, é boa para si" esqueçam, quem trabalha no CE não faz puto de ideia.
Depois, o jovem não precisa do subsidio de desemprego (choque outra vez!). É jovem, não tem agregado familiar, ninguém depende dele e, muito provavelmente, vive em casa dos pais.

Um exemplo: um jovem programador informático, é despedido e demorou 2 meses a encontrar emprego. Quando foi despedido (com a devida indemnização após 2 anos a trabalhar na empresa, logo a indemnização não foi pequena) inscreveu-se no CE. O que aconteceu? O CE nunca o contactou e não lhe deu subsidio de desemprego. Este jovem fica muito chocado, como é que é possível?, o CE não serve para nada.

Ora, o CE não faz puto de ideia do que este jovem vale como profissional e o que quer. O CE não sabe que ele procura empresas que trabalhem em Java e não em .NET. O jovem é demasiado qualificado para as pessoas que trabalham no CE. Além disso, as empresas que precisam de programadores colocam anúncios na sua página, na internet, etc, não colocam no CE. Depois, este jovem não precisa do subsidio de desemprego porque, pura e simplesmente, tem dinheiro! Vive em casa dos pais, é solteiro e sem filhos e tem conta bancária para estar desempregado durante um ano. Não precisa do subsidio de desemprego.

Coloco seriamente a questão de se um jovem recem-licenciado desempregado se deve inscrever no CE. Penso que o jovem deverá tentar e ser activo na sua procura de emprego, e, após vários meses sem sucesso, então inscrever-se no CE. O CE é uma espécie de ultimo recurso, sabendo que o jovem só irá obter propostas de emprego do CE que não são relacionadas com a sua área de qualificação.

21 de fevereiro de 2012

Clichés Tugas

Neste fim-de-semana a professora de portuguesa da minha sogra foi almoçar em casa dos sogros. Uma rapariga nova, mais velha que eu, com 10 anos de experiência de ensino em portugal, esta foi a primeira aventura a ensinar portugues no estrangeiro.

No meio da conversa sobre a atualidade, ela decide falar sobre a situação de portugal, começando a ditar frases feitas e clichés que me irritam pois as pessoas tem de perceber que sao, pura e simplesmente, errados.

cliché 1: Ah e tal, o ministro do emprego veio dizer que os jovens tem de emigrar, e depois o PM veio dizer o mesmo, estão a aconselhar os recem-licenciados desempregados a emigrar. Que, obviamente, isto é mau, eles não podem dizer isto porque...se o ministro está a aconselhar a emigrar então quer dizer que não está a fazer o seu trabalho, ou seja, não está a criar postos de emprego.

O que está aqui mal nesta frase, que provavelmente muitas pessoas concordariam? O que está mal é que se parte do principio que é responsabilidade do governo em criar postos de emprego para pessoas que estão desempregadas! Nada mais errado. Isso era antigamente em que a função pública e o estado eram maquinas de criar emprego, de forma a manter as pessoas empregadas e diminuir o numero de desempregados, era quando o objetivo de qualquer pessoa era trabalhar para a máquina do estado pois isso era, garantidamente, trabalho para a vida (pois pela constituição não é possível ser-se despedido caso se seja funcionário publico). Ora, estamos numa situaçao em que se fazem esforços para diminuir a máquina da função publica! O trabalho no ministro do emprego ou juventude (ou até governo) não é criar postos de emprego! Pode ser criar condições e incentivos para que privados criem postos de emprego, mas, hoje em dia, é o mercado de trabalho que manda, não o estado.

Caso um jovem recem-licenciado esteja desempregado, não deve culpar o estado por não criar condições para ter emprego. Pura e simplesmente (na maior parte das vezes) não tem emprego porque não existem vagas no mercado de trabalho para a sua qualificação! Pode-se culpar o estado de fomentar e investir em cursos que não tem saída, mas não porque não cria emprego. Isso foi, pura e simplesmente, uma má decisão do jovem (que pode não ter culpa pois quando foi estudar o mercado de trabalho tinha vagas mas passado 5 anos já não tinha). E agora, visto que vivemos num mercado europeu e mundial, se não existem vagas em Portugal mas existem em espanha, por ex, o jovem só ganha em se mover para lá!

cliché 2: Ah e tal, estão a incentivar os jovens a emigrar e isso é mau pois perde-se o investimento do país do estudo desses jovens, os jovens vão embora e o pais não ganha nada com isso, fica um país de velhos.

Bom, esta questão do investimento do país nos jovens é relativo. É certo que estudando no ensino publico o estado paga parte dos estudos, isto não é os USA ou UK em que o jovem recem-licenciado tem uma divida para o estado quando acaba de estudar (ou ao banco). Mas por outro lado, se era um investimento então onde está o retorno do investimento por parte do jovem? Que eu saiba ninguém é obrigado a trabalhar de borla ou devolver dinheiro.

Mas o que, para mim, é falso nesta frase é que a emigração de um recem-licenciado é mau para o pais, que não se ganha nada com isso. Errado. O jovem, para além de ter trabalho e ganhar dinheiro em vez de ficar em casa a receber um subsidio e a desperdiçar tempo, também ganha conhecimentos e know-how que de outra forma não poderia ganhar, pois está a trabalhar noutro mercado, noutra cultura. Se um dia esse jovem voltar, terá uma vantagem competitiva que outro jovem que ficou em portugal não terá! Além de que traz os conhecimentos e experiência para Portugal, que de outra forma nao poderia ser trazida. Podem dizer que muitos não voltarão. Certo, é verdade, sou a favor que daqui a 10 anos sejam feitos incentivos para o retorno dos emigrantes. Mas, caso não voltem, não se ganha nada? A cultura portuguesa e a diáspora não contam? A mistura de pessoas e experiências não conta? Já não vivemos no orgulhosamente sós de há 40 anos. O facto de entrarmos no mercado europeu, e aqui entrar é ir trabalhar nele, só traz vantagens. Quem diz que não haverá maior investimento estrangeiro em portugal devido a isto?

10 jovens a trabalhar no estrangeiro fazem mais que 10 campanhas publicitarias com o Ronaldo ou o Mourinho. 10 jovens a trabalhar no estrangeiro, a constituir família, a abrir negócios, fazem mais que 10 jovens desempregados em Portugal a receber subsidio de desemprego. 10 jovens a trabalhar no estrangeiro espalham mais cultural portuguesa, abrem mais mentalidades a portugueses (sobre o estrangeiro) e a estrangeiros (sobre Portugal) que 10 professores ou 10 livros.

Não me interpretem mal, o Passos Coelho é um atrasado mental por dizer algo como o que disse. Mas se em vez de falar, criasse formas de incentivo (financeiros e não só) para procurar trabalho no estrangeiro, canais de comunicação a nível empresarial e educativo, faria muito mais pelo pais. Mas as pessoas também tem de perceber que o mundo mudou, que a nossa escala não é a aldeia onde vivemos, que o caminho casa-trabalho-casa pode incluir uma passagem de avião.

1 de fevereiro de 2012

Frio?

Dizem que há uma especie de vaga de frio em Portugal com...pasme-se, máximas de 12 ou 14ºC! Ok, há temperaturas negativas...de noite.

Eu cá, quando vou apanhar o comboio, às 8 da manhã, levo com -12ºC com vento na tromba que até me vêm as lágrimas aos olhos!

28 de janeiro de 2012

Frankie Chavez

Uma das minhas recentes descobertas musicais foi este senhor, de nome artistico Frankie Chavez. Recentemente, talvez por estar fora de Portugal, tenho procurado mais artistas portugueses, já que a cena musical portuguesa está a dar frutos, e dos bons, há uns poucos de anos.

A ouvir a Antena3 passou esta música:



Tal como Paulo Furtado, Frankie Chavez é um one man show. Mas ao ler uma entrevista sua, no Rua de Baixo, vejo que Frankie, depois de acabar os estudos e começar a trabalhar, larga as cenas e decide viajar. E o acto de viajar e compor música estão bastante relacionados. Claro que o facto de tocar guitarra desde os 9 anos ajuda, mas viajar, viajar muda muita coisa.

PS: A minha escrita tá muito fraquita.

26 de janeiro de 2012

Neve

Odeio tirar a neve do carro. Odeio!

12 de agosto de 2011

29 de abril de 2011

Crónica A Barca: Kosovo

Kosovo

Não quero aqui falar sobre a questão da declaração de independência do Kosovo, quem tem razão ou não, se deve ser suportada o não. Quero falar da minha experiência quando visitei o Kosovo o ano passado em Outubro numa visita de estudo de uma organização Sérvia. Como tenho referido, as fronteiras físicas do Kosovo não coincidem com as fronteiras demográfica, contendo quase 90% de população albanesa e quase 10% de sérvios (concentrada no norte), para não falar de bósnios e turcos. Isto pode ser visto pelo país, onde há uma mesquita há uma igreja ortodoxa, onde há uma bandeira do Kosovo há uma bandeira da Albânia ou, no caso do norte, bandeiras Sérvias. Por exemplo, quando Hillary Clinton recentemente visitou o Kosovo, pediu para retirar as bandeiras albanesas por onde a comitiva passaria. No Kosovo visitámos a capital, Pristina, e Prizren. Em Prizren, uma cidade tri-cultural, as línguas oficiais são Sérvio, Turco e Albanês, ouvindo as três línguas facilmente pelas ruas onde as pessoas podem dialogar na língua que se é mais confortável para a situação.

As palavras para definir Pristina é caos e pó, tudo está em construção, o ordenamento da cidade e a construção ilegal são grandes problemas. Embora Pristina tenha 98% de população albanesa, não existem problemas em falar sérvio tanto que  a maioria da população acima dos 25 anos é bilingue, falando albanês e sérvio, devido ao Kosovo ter pertencido à Jugoslávia e Sérvia. A situação é pacífica e não há problemas de represálias só por se falar sérvio, algo que muitos dos sérvios que me acompanharam tinham receio e de fazer. O grande objectivo da visita de estudo foi mesmo este, desmistificar estereótipos e preconceitos que muitos sérvios e albaneses do Kosovo têm acerca uns dos outros. Antes desta visita, o grupo kosovar tinha visitado a Sérvia onde experienciaram a mesma situação e surpresa, de que é possível falar albanês nas ruas de Novi Sad ou Belgrado sem problemas. Só através do diálogo e partilha de experiências é possível transformar este conflito.

Crónica A Barca: Resistência

Resistência!

Otpor! (Resistência!) foi um movimento juvenil pacífico que teve um papel decisivo na queda de Slobodan Milošević em Outubro de 2000. Com início no movimento estudantil, em 1998, após os bombardeamentos da NATO, devido à guerra do Kosovo, a Otpor começou uma campanha política contra Milošević resultando na prisão de quase 2000 elementos, muitos dos quais foram agredidos. Durante as presidenciais de 2000, lançaram uma campanha que resultou na descredibilização de Milošević levando à sua derrota, na chamada “Revolução de 5 de Outubro”.

A Otpor baseou-se, e recebeu treino, no trabalho de Gene Sharp sobre resistência não-violenta, que diz que o poder não está na mão de quem comanda mas sim de quem obedece, ou seja, caso não exista obediência de um povo o seu líder perde o poder, cabendo ao povo reconhecer que detém o poder. Sharp indica vários passos e estratégias de como efectuar uma resistência pacífica, inspirando vários movimentos e revoluções pelo mundo fora.

A Otpor foi um de primeiros movimentos deste género na Europa de Leste seguindo-se da Geórgia, Ucrânia, Quirguistão e Bielorrússia. As revoluções Tunisina e Egípcia também seguiram o trabalho de Gene Sharp, tendo recebido treino da Otpor, com resultados que podemos observar.
De referir que a Otpor acabou por desaparecer após a queda de Milošević pois não conseguiram catalisar o seu sucesso e apoio numa posição ideológica e política. No fundo, era claro o que a Otpor lutava contra mas ninguém sabia o que eram a favor após a queda do regime.
Fazendo um paralelo com a situação actual em Portugal, é com muito agrado que vi a manifestação apartidária de 12 de Março ocorrendo uma forma totalmente pacífica mas penso que a solução não é ser do contra mas sim criar algo concreto que possamos suportar para melhorar a situação do país. Felizmente, ao contrário dos correntes regimes árabes que estão a sofrer revoltas, temos liberdade e ferramentas democráticas ao nosso dispor para demonstrar a nossa opinião, discutir e criar ideias.


22 de março de 2011

E dizem os outros

Hoje na aula de Sérvio perguntaram-me como era a situação em Portugal em relação à fuga de jovens, prefiro muito mais a expressão em inglês "Brain Drain". Digo que há Brain Drain em relação a licenciados, que o escoamento das faculdades/universidades é maior do que o mercado de trabalho absorve em várias profissões.

Pedem-me um exemplo e respondo enfermeiros. Enfermeiros, perguntam muito espantados! Como é possível?
Pois, há muitos a estudar e poucos a entrar no trabalho, o aumento da idade da reforma também ajuda um bocado.

Mas a culpa, dizem-me, é do governo que permite tanta gente estudar enfermagem. Pois é, digo eu....

21 de março de 2011

Dark Ages

Dark Ages, é a época temporal geralmente designada entre a queda do império Romano e o Renascimento. Foi caracterizada por uma decréscimo da intelectualidade, das ciências e filosofia, reino do Igreja Católica Romana, da Inquisição, do medo e da superstição.

Para mim, no século 20, esta época corresponde aos anos 80. Situando entre os grandes anos 60/70 e anos 90, os anos 80 foi horrível. Música horrível, estilo horrível: têm todos o mesmo estilo de cabelo e roupa, parecem-me sempre iguais e cinzentos.

Sim, estou a generalizar. Em termos de cinema há muita coisa boa (bom, não assim tanta) e na música também. Mas não apagam a horrível imagem dos anos 80.

Dia D

Esta quarta-feira será o dia D para Portugal.

Dia D, de Desgraça. Porque seja qual for o resultado, será sempre mau.

20 de março de 2011

Em relação aos Oscares...

...tenho a dizer que preferi o Black Swan ao The King's Speech.

13 de março de 2011

Manif 12 de Março

Primeiro quero dizer que subestimei esta manif e que os número ultrapassaram em muito o que eu esperava. E por números vou para, talvez, os da PSP que falam em 100mil e não os da organizam que falam em 200mil. Já se sabe que quem organizar tem de inflacionar, mas por outro lado, só vi o que vi pela RTPN e não estive lá. Já li quem disse que nunca viu tanta gente junta em Lisboa. Mas destaco também os 50 ou 60mil do Porto e 6mil de Faro.

Mas o meu erro foi só ter pensado em quem clicou no Facebook, esquecendo-me de quem nem sabe o que é o Facebook. Porque esta manif não foi dos jovens, foi de toda a gente. Estiveram lá todas as faixas etárias, de todos o espectro politico, cada um com a sua razão e grito de guerra. No fundo, esteve lá o saco todo.

Deu para ver que a população em geral está cansada e descontente. Também deu para ver que é possível a população vir à rua e manifestar-se, dar uma lufada de ar fresco ou uma injecção de motivação e confiança. E devido a isso, estão todos de parabéns.

Tal como disse antes, os organizadores quiseram-se manter o mais neutro e politicamente correcto, não alinhando em nada especifico, querendo atrair o maior número de gente. E nada contra. Quem tá descontente, seja que razão for, que vá para a rua gritar. Mas por outro lado, quando me perguntaram sobre o que era a manifestação...não soube responder. Porque cada pessoa/grupo tinha um cartaz a dizer algo diferente. E mais uma vez, porque não? Até aqui tudo bem.

Agora o que não compreendo é ver cartazes a dizer "Sócrates para a rua" ou "Cavaco dissolve o parlamento". Cavaco este que tomou posse há dias. Onde andavam estas pessoas todas quando foram as eleições para o Cavaco? Quantos votaram nele? Quantos se abstiveram? E no Sócrates? Que eu saiba ele está no seu segundo mandato. 56% de abstenção é muito. Não é a pedir todos para a rua quando não se usa as ferramentas ao nosso dispor que isto muda. E não digam que não há alternativas, porque as há.

A precariedade existe e há coisas a mudar. Estágios não-remunerados são uma aberração e deviam ser proibidos por lei. Falsos recibos verdes são um cancro que é preciso acabar.  Que os impostos estão altíssimos e em todo o lado, que o nível de vida está cada vez pior. Que os cortes nos direitos não param de acontecer.

Mas também é verdade que é muito difícil despedir em Portugal. Que não existe o conceito de meritocracia. Que ter um curso superior não é sinonimo de ter um emprego e o desemprego está muito alto. Que a participação activa e politica dos jovens é mínima.

E agora, o amanhã? O que vem a seguir, qual é o projecto? Quais as propostas ou ideias? A onda morre? O povo saiu à rua, mas com que propósito e a pedir o que? Quem coordena?

Basta sair à rua para a Geração à Rasca tornar-se a Geração Desenrascada?

Uma coisa é certa: Quem de certeza ficou a ganhar hoje foi o Bairro Alto.

10 de março de 2011

Geração à Rasca II

E os jovens?

É correcto um jovem entrar num curso, que sabe à priori que muito dificilmente terá emprego, e queixar-se no fim do curso que tá desempregado? Estudou alternativas de curso ou emprego?

É correcto um jovem que acaba um curso e volta para casa dos pais, queixar-se que não tem emprego porque na zona onde reside não existem empresas, mas que não se quer deslocar para onde existem?

É correcto um jovem entrar num curso com notas baixas, ou até negativas, acabar com média baixa e em mais anos do que o ideal e queixar-se que não tem emprego? Que não aproveitam as suas capacidades?


É correcto os jovens não quererem participar em actividades paralelas, terem um papel activo na sua comunidade local, pertencer a organizações associativas ou culturais? não terem espírito empreendedor, arriscarem no seu próprio negócio (entro nesta categoria)? Ou não trabalhar em outras áreas que não a sua de estudo?

Emigração

Também muito se fala da fuga de licenciados, que é um problema que se tem de prevenir, que os jovens estão a fugir. Errado. Quem foge é quem é esperto! Vivemos num mercado europeu! Se não há emprego em Portugal, há num dos vários países da Europa (ou União Europeia para facilitar obter emprego)! Do ponto de vista do jovem, não é problema nenhum, é uma vantagem. E no entanto, muitos jovens, provavelmente derivado da mentalidade fechada que Portugal ainda tem, não encaram esta possibilidade. Um jovem que trabalhe no estrangeiro, seja por quanto tempo for
  • Tem mais ofertas de emprego pois o mercado é muito maior
  • Quase de certeza que será mais bem pago
  • A experiencia profissional que se ganha é muito superior
  • E a experiencia pessoal e de vida...não tem comparação
  • Provavelmente será muito mais valorizado pelo patrão
 E choca-me, irrita-me, desespera-me, ouvir muito jovem, pura e simplesmente, não querer arriscar e deslocar-se para o estrangeiro. É com 40 ou 50 anos, família e filhos que fará isso?

Reportagem SIC Geração à Rasca e Exemplos

Houve uma reportagem da SIC que deu muito que falar, com alguns exemplos de jovens licenciados sem trabalho ou com trabalho precário.

Exemplo 1: Uma rapariga que estudou nos USA (qualquer coisa de comunicação social), volta para Portugal, não arranja emprego na área, tem de trabalhar em 3 empresas a dar aulas de inglês e ganha 1000€. Espera aí...qual é o problema dela? Tem trabalho, ganha o dobro do salário mínimo nacional. Ah, é por andar de transportes públicos em Lisboa? Por não trabalhar na sua área? Pelo que vejo esta rapariga desenrascou-se muito bem!

Exemplo 2: Um recém-licenciado de Cinema que vive em casa dos pais e mostra os prémios que ganhou em Portugal e na...Sérvia. Eu conheço um gajo que estudou cinema e quer ser realizador (já o é, a custo próprio) e teve de ir...para os USA porque diz que em Portugal, pura e simplesmente, não há emprego. E ele também tem prémios! Vão-me dizer que este jovem da reportagem não sabe isso, sendo do mesmo meio? Com prémios internacionais está a fazer o que a viver em casa dos pais?

Conheço gente que ao não encontrar trabalho em Portugal, virou-se para o estrangeiro e foram trabalhar para fora., sendo agora profissionais de sucesso, qualificados e a ganhar muito mais do que se estivessem em Portugal. Conheço gente que foi obrigada a trabalhar em áreas totalmente opostas aos seus estudos (se não arranjo trabalho no que quero, arranjo noutro sitio) e descobriram uma nova vocação. Conheço gente que lançou o seu próprio negócio. Gente que tem dois empregos.Conheço quem esteve 2 anos sem salário para poder fazer o que gosta. Conheço quem é freelancer e trabalhou muito para chegar onde está e ter nome.

Mas também conheço gente que não procura trabalho, ou que recusa trabalho porque é muito longe. Gente que acha que deve ter emprego à porta de casa. Gente que quer algo muito especifico, logo está desempregada. Gente que dá o emprego por garantido. Gente que acabou curso com médias ridículas e não consegue arranjar trabalho. Gente com cursos que ninguém conhece e que não fazem sentido em Portugal. Gente que não aposta em si. Gente que tem subsidio de desemprego e não aceita as propostas de trabalho do centro de emprego. Gente que acredita que deveria ter subsidio de desemprego só porque sim. Gente que, só por ter um canudo, acha que tem direito a um emprego e bem pago!

Geração à Rasca I

Muito se fala da Geração à Rasca e da manifestação auto-organizada. (Página da Manif no FB) (blog).

Primeiro que tudo, um disclaimer. Não estou contra qualquer movimento popular ou civil e, principalmente, auto-organizado. Quem está descontente, manifesta-se, que vá para a rua. Ver uma manifestação destas ganhar força e números sendo organizada por jovens, apartidária e pura e simplesmente espontânea, é algo que é único em Portugal e deve ser encorajado. Estou bastante curioso para ver o que vai acontecer no dia 12 de Março e quantas pessoas lá estarão. Mas, aconteça o que acontecer, será sempre uma vitória. Se estivesse em Portugal, iria ao protesto. Mesmo que seja apenas um protesto contra a precariedade. Mas existem coisas de que não concordo ou gostaria que fossem feitas de forma diferente.

Agora, o que está a acontecer? 
Infelizmente, temo que muito do que gira à volta desta Manif, e da situação dos jovens licenciados em geral, esteja a sofrer um hype pelos média. Temo também que os números estejam inflacionados pois é muito fácil clicar num botão no Facebook. Os próprios autores da Manif referem isto em entrevistas, já o li. É bom ver que as pessoas que estão por detrás disto tenham os pés bem assentes na terra. Também temo que, devido a estas razões, não se esteja a tirar partido deste movimento da melhor forma (falando com total ignorância do que eles querem fazer), seja das reivindicações ou do que vão apresentar em papel ao governo. Porque se o movimento não for aproveitado, a onda morre sem se obter nada. Gostaria muito que isto não acontecesse.

Mas e o panorama social?
Mas também sou da opinião de que muito que se fala, por exemplo naquela reportagem da SIC "Geração à Rasca", não tem razão de ser e os jovens poderão estar a exagerar um pouco (a informação que chega ao publico geral também é manipulada e exagerada pelos média).

Está certo que o desemprego está alto e que grande parte deste desemprego são licenciados. Mas primeiro, o desemprego está alto. Mas o desemprego está alto em todo o lado! Dados do INE dão:
  • 11.1% de taxa de desemprego
  • em que 22.4% são jovens dos 15-24 anos
  • e destes 27% com ensino superior.
  • Média da UE a 17 é de 9.9%
  • Média da UE a 27 é de 9.5%
  • Portugal está em 9º lugar dos 27!
  • Já agora, os USA têm 9.0%!
Ou seja, não estamos assim tão mal, isto está mau para todos! Não é desculpa mas Portugal nunca poderá ter taxas de desemprego a 5%, por exemplo. Se estivermos sempre na média europeia, é bom, se conseguirmos estar abaixo da média europeia esse dia deverá ser feriado nacional! Não somos (nem nunca fomos) dos melhores mas esta mania de que somos a Albânia da UE tem de acabar, há que ser realista.

Por outro lado, esta geração é a primeira geração a tirar um curso superior porque quer, ao contrário dos nossos pais que tiravam um curso superior porque podiam. É a geração em que o ensino superior foi generalizado e aberto a todas as classes sociais. Só que chegou ao outro extremo, basta acabar o 12º que se tem (ou tinha) basicamente entrada no ensino superior. Tive muito colega que entrou com 8 ou 9 valores no exame nacional de matemática, ou seja, chumbaram no exame de matemática mas entraram num curso. Chumbaram e foram recompensados por isso!

Foi também na minha altura que os cursos profissionais morreram, felizmente já voltaram. Ou seja, ou era ensino superior ou obras ou tropa. Foi também altura em que a proliferação de cursos e de vagas cresceu, havendo curso para tudo e para todos.

Mas existe algo que se chama mercado e algo que se chama lei da oferta e da procura. Se o número de postos de trabalho numa determinada área é X e o número de cursos para esse trabalho é maior que X, o que acontece? Simples, não é possível escoar todos esses recém-licenciados, originando desemprego.

Sim, temos desemprego nos recém-licenciados mas também temos mercados mais que saturados em várias áreas de trabalho sem que o número de vagas para esses cursos diminua ou o numero de recém-licenciados diminua. Existem jovens, hoje, a entrar para um curso que sabem à priori que não há trabalho para o seu curso. E aí não há milagres! Quem deve ditar isto? Os jovens, o mercado, as universidades, o governo?

Sim, concordo que exista um problema de recibos verdes. Um recibo verde é para eu declarar actividade temporária ou paralela. Tenho uma banda e recebo pagamentos, faço um projecto informático para o vizinho, ou um negócio meu. Não é para trabalhar 5 anos numa empresa sem direito a subsídios ou férias. Uma empresa pode ter um empregado a tempo indefinido a recibos verdes sem ser obrigada a oferecer contracto após X tempo. É correcto? Claramente a empresa quer esse trabalhador.

9 de março de 2011

Homens da Luta e Festival da Canção

Os Homens da Luta ganharam a final nacional do Festival da Canção. Óptimo, era isso mesmo que queria. Mas nunca pensei que incomodassem tanto, ao ponto de meio mundo blogo-social falar nisso, ao ponto de serem apupados no teatro e metade da plateia ter ido embora.

Embora o Festival da Canção seja uma vaca sagrada em Portugal, juntando-se num, de muitos, sonho de que um dia ganharemos o Festival da Canção (que, tal como os outros, nunca irão acontecer) acho que as pessoas também têm noção de que a qualidade de pseudo-artistas que temos enviado nos últimos anos é vergonhosa.

Portanto, em vez de ir o rapaz/rapariga bonita que canta uma canção, em português, toda bonita e o camandro...irem os homens da luta, que, embora como música não seja grande coisa, seja um momento diferente e com uma mensagem,e porque não. Eu até gosto deles.

E para aqueles que dizem que vamos ser envergonhados e ai jesus o que vão os estrangeiros pensar, aviso já que os estrangeiros também não querem saber do Festival da Canção para coisa nenhuma, enviando cada país o seu momento/palhaço diferente, pois o Festival da Canção tornou-se numa palhaçada. Mas, também digo que em vez os estrangeiros pensarem mal (que sim, o que os outros pensam é que é importante), acredito que ficarão curiosos e admirados, que afinal os tugas até têm tomates. Ou caso não se lembrem, a Finlândia ganhou com uma banda de Rock pesado.

Mas não, os Homens da Luta não vão ganhar, a RTP não tem dinheiro para organizar um Festival da Canção, muito menos à conta dos Homens da Luta.

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