4 de novembro de 2009

Atéismo

Eu sou Ateu de raiz. Tal como o meu Avô, entrar numa igreja faz-me uma confusão dos diabos, desde que não seja em turismo. Entrar numa igreja e ver os frescos, estátuas, arquitectura, acústica, vista lá no topo (como fiz na St. Paul Cathedral em Londres que tem uma vista brutal lá de cima)...tudo bem.

A última vez que entrei numa igreja, num casamento, sai quando o irmão da noiva leu "o meu amor é como uma gazela...". Mas isso são outras histórias.

O meu avô é por outros motivos, eu desde pequenino quando me punha a ler a enciclopédia (era tão espertinho) e sobre dinossauros que a ideia de Deus não me entrava na cabeça. Para desgosto do meu Pai. Que me baptizou mas para infelicidade dele isso não tem valor legal portanto eu não sou baptizado...embora o seja!

O Tribunal dos Direitos Humanos deu razão a uma queixa duma Italiana que quis que os crucifixos fossem removidos duma escola.

Bom, eu sou Ateu e radical mas os crucifixos não me fazem diferença pois não olho para eles da mesma forma que outros olham. Mas por outro lado estamos num estado laico, logo uma escola pública não tem nada que ter símbolos duma ou desta religião. Imaginem que agora todas as escolhas tinham símbolos dum clube de futebol qualquer?

Uma coisa é um aluno usar um símbolo religioso, é a liberdade pessoal. Senão é como a França que queria proibir que as alunas muçulmanas usassem lenço...not a good idea.

Mas o estado é laico portanto já era tempo de a Igreja não meter o bedelho onde não é chamada.

Como eu costumo dizer, a Força Aérea foi criada para uma coisa: bombardear o santuário de Fátima. Até agora ainda não vi os bombardeiros passar....

5 comentários:

Benjamim disse...

Ante de mais, a mim que me importa o que tu és ou deixas de ser?!

E mais, este post teve influência deste comentário! É verdade...este comentário existia ainda antes do post! Sou um génio!

Sobre os crucifixos, só quero acrescentar que és um picuinhas do caralho em ainda dar importância a temas destes! É por causa de gajos como tu que este país discute 'picuinhices' em vez de se resolverem os problemas sérios e graves!

Só para que conste, na escola primária (local onde reinam os crucifixos nas salas) onde andei, roubavamos os crucifixos e usavamo-los como metralhadoras para brincarmos no recreio! Só para veres a influência que tinham na educação das crianças!

Malvados, esses cristãos!!!

Alexandra Roseiro disse...

Mais um assunto controverso (ou não) que dá que falar nos telejornais. Ficamos na dúvida se será por falta de novos temas ou se será mesmo um assunto que interessa ao país.

Eu cá acho que é um assunto interessante de se analisar. No tempo dos nossos pais, toda a gente era católico praticante, por vocação ou obrigação. Hoje em dia, felizmente, já não é assim. Já para não referir na quantidade de estrangeiros que para aí andam. Vivemos num mundo intercultural.

Portanto, conclusão, ninguém deve ser obrigado a levar com as crenças dos outros.

Alexandra

Pi disse...

Eu não posso é com velhinhas a tocarem-me à porta para entregar a revista "Sentinela", e que depois de cumprimentarem com um "Boa noite!" surge a pergunta: "A menina desculpe... acredita em Deus?" - entre um estonteante sorriso respondo "Não!".

E mesmo assim ainda não desistiram de cá vir tocar à porta.

Tinha uns 12 anos quando me neguei a ir tomar a hóstia numa missa. A mãe enervou-se, o pai riu-se, a avó quase desmaiou, e o Sr. Padre olhou para mim lá do fundo com ar de reprovação... Até hoje, nunca mais.

andrade85 disse...

Nestes assuntos o que deve reinar é a tolerancia. Acho que será tão mau forçar alguem a tomar partido numa religião, como negar a quem o quer fazer.

A igreja tem um poder histórico, mas quem, sendo contra ou não apoiando os mandamentos, acredita? É uma opinião, que deve ser tomada em consideração na mesma medida das de quem é contra ela.

Não sou radical defensor ou atacante da igreja católica, simplesmente acho que há espaço para todos.

Hugo Guerreiro disse...

Oh diabo...foi no meu casamento.Eu é que fui uma gazela no hotel, à noite. Vá vem mas é da Sérvia pra apanharmos uma va va va

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